No mundo real, existe gente que não se preocupa em discutir se a Educação é ou não um bem mercadejável: investe para ganhar e para mostrar as virtudes de seu modelo educacional. Cada vez mais, as IES comunitárias que dependem do mercado vão ser confrontadas com esse problema: os grandes grupos educacionais estão aí, vão comprar pequenas IES e remodelá-las e, até pequenos conglomerados educacionais já existentes vão fundir-se e tornar-se grupos maiores, capazes de autofinanciar-se e de organizar-se para obterem fundos para pesquisa e desenvolvimento regional.

Os grandes grupos educacionais estão com os olhos voltados para o mercado brasileiro, e o Brasil é o principal foco da rede de ensino Laureate na América Latina. Ainda que esteja tramitando no Congresso uma lei que visa reduzir a 30% a participação de capital estrangeiro em IES nacionais, não sabemos em quanto tempo essa restrição poderá ser aprovada, ou se será mesmo aprovada, visto que existem setores políticos que advogam o livre investimento em educação superior, sem restrições de origem do capital ou, pelo menos, mais liberais na cota de capital externo. 

Em hiperlink, entrevista publicada pela Tribuna do Norte no domingo e difundida hoje pela CM Consultoria, na qual William Dennis Junior, presidente para América Latina da Laureate Education, explica as razões de preferência do grupo pelo Brasil, mostrando também uma relativa tranquilidade sobre a questão do nível de renda dos estudantes. O grupo Laureate é proprietário de nove IES no Brasil, entre as quais a universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo.

Esta noticia não constitui uma informação isolada, uma vez que existem evidências de que outros grandes grupos educacionais privados, nacionais e estrangeiros, estão construindo suas estratégias para entrar ou adquirir IES em todo o país; a própria PUC Paraná está entrando em SC, onde adquiriu uma IES (UNERJ) e Jaraguá do Sul e criou outra, em Joinville. Como é natural pensar-se na lógica do investimento privado, os locais mais visados são as cidades mais populosas, eixos industriais ou conglomerados regionais, e capitais de estado. Particularmente no que respeita a SC e onde a Unisul está presente, os locais elegíveis para os grupos privados situam-se claramente na capital, em São José, Palhoça e em Criciúma. 

Curiosamente, as razões pelas quais os grandes grupos não temem concorrer com outras universidades privadas ou semi-privadas, residem mais nos aspectos da Gestão do que da Academia. Desse ponto de vista, a Unisul e as demais IES da Acafe, vocacionadas para filantropia e investimentos sociais nas respectivas comunidades, estão bastante desprotegidas: esses grupos privados são empresas, o que significa que:

1 - Regem-se por uma lógica privada, de minimização de custos e otimização de resultados econômicos;

2 - Com uma cadeia de comando sem falhas e discrepâncias, sem eleições internas, e com uma estrutura otimizada e focada em resultados, são ágeis na decisão e na operação e podem investir no foco da atividade: ensino e, em alguns casos, pesquisa, especialmente em parceria com grandes indústrias ou marcas internacionais com nomes sonantes;

3 - Focados na atividade-fim, não investem em extensão e em filantropia, preferindo aparecer com ações pontuais de responsabilidade social que dão impacto na mídia, criam charme e atraem mais alunos;

4 - Com uma estrutura enxuta e de alto desempenho, podem investir os resultados libertos em melhores professores, instalações, tecnologia e laboratórios, o que eleva os resultados acadêmicos e aumenta o bem estar de alunos e professores;

5 - Com uma gestão otimizada, são absolutamente competitivos nos preços, podendo oferecer, ou apenas preços mais baixos do que a concorrência, ou uma relação muito boa qualidade-preço; 

6 - Através de sua lógica de gestão privada, possuem áreas estratégicas homogêneas, bem informadas e conectadas com a Academia, bem como uma Inteligência Competitiva dotada de meios generosos, o que lhes permite esquadrinhar o mercado e oferecer, em cada região, os cursos e preços mais adequados aos segmentos de clientela eleitos como objetivo.

7 - Além da ameaça estratégica em si mesma, em sua penetração pelas regiões-foco de sua estratégia, os grandes grupos podem contratar os melhores docentes, funcionários e professores das IES já existentes. 

Para se ter uma idéia do porte e nível de grupos como a Laureate:  

- Resumo executivo (Fev-2010) do grupo educacional Laureate: http://www.laureate-inc.com/~/media/Files/LGG/Documents/Media%20Kit/LIU%20_Fact_Sheet_2-4-2010.ashx

- Dispersão geográfica do grupo Laureate no mundo, com acesso a cada região: http://www.laureate-inc.com/en/OurNetwork.aspx

IES do grupo já existentes no Brasil:

- Centro Universitário do Norte: Manaus (AM)

- Universidade Potiguar: Natal e Mossoró (RN)

- Faculdade dos Guararapes: Pernambuco (PE)

- Faculdade Unida da Paraíba: João Pessoa (PB)

- Faculdade Potiguar da Paraíba: João Pessoa (PB)

- Business School São Paulo: São Paulo (SP)

- Universidade Anhembi Morumbi: São Paulo (SP) - 4 campi

- Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação: Rio de Janeiro (RJ)

- Escola Superior de Direito, Administração e Economia - ESADE: Porto Alegre (RS).

Fonte: UIC/Unisul
 

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