Alunos usam Cius para simular gestão de um departamento de tecnologia na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos

As aplicações para os tablets são as mais diversas. A área comercial tem sido uma das maiores beneficiadas, seja para demonstração de portfólio, anotações de pedidos, consulta de estoque ou geração de relatórios. Executivos do alto escalão também adotaram o dispositivo da moda para acompanhar o desempenho da companhia de qualquer parte. Mas muitos ainda discutem a real necessidade dessa mídia e o impacto desse investimento no dia a dia. Para tentar trazer respostas, nada melhor que a adoção onde se começa a formação de um líder de TI e de outros executivos: a universidade.

Na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, a professora Sara Deschner elaborou um projeto para ter em suas aulas de gestão de TI um tablet que tivesse características corporativas e, de certa forma, além de entender o real impacto disso no dia a dia de uma empresa, apontar as diferenças para os demais aparelhos, em especial o iPad, precursor da categoria e líder de mercado.

A partir de um projeto piloto com a Cisco, a universidade adotou o Cius para uma turma mais sênior, como explica a professora Sara Deschner. “Demos os dispositivos a eles para que tocassem como se fosse um projeto para um cliente externo do ponto de vista de gestão de TI. Eles tinham acesso ao Cisco WebEx, e-mail, ferramentas de colaboração, software de vendas, tudo que pudesse desafiar o uso do Cius.”

Na visão de Sara, a ideia também foi auxiliar os estudantes na transição do lado consumidor para o empresarial do ponto de vista de escolha de tecnologia. A universidade desafiou os alunos a pensarem todo o processo como um real gestor de TI. “Queríamos mostrar os desafios de decidir uma tecnologia pensando sob o ponto de vista corporativo. Quando demos a ferramenta, pedimos para que respondessem se, em sendo um diretor de TI, adotariam o Cius ou se permitiriam outros tablets.”

Mas o uso do aparelho extrapolou a questão da gestão tecnológica e foi visto também como importante ferramenta de ensino. Sara explicou com exclusividade à InformationWeek Brasil que o Cius foi deixado com os estudantes e um deles precisou faltar às aulas porque estava doente. O aluno pode assistir todo o conteúdo por meio da ferramenta de teleconferência. “Assim, não precisou vir ao meu escritório no dia seguinte para buscar o conteúdo da aula anterior.”

Como frisa a CIO da universidade, Elena Pokot, é uma experiência totalmente diferente do e-learning tradicional, que “geralmente, fica uma aula estática gravada na internet e, neste caso, eles podem participar discutindo o conteúdo”.

Questionadas sobre o porque do piloto com o Cius e não outro dispositivo, a Sara tomou a frente e argumentou dizendo que em suas aulas, muitos alunos utilizam o iPad, mas, em nenhuma situação, apresentavam algo corporativo como o webEx, por exemplo. “Tentamos mostrar a eles a diferença entre tecnologia voltada ao negócio e a que atende apenas necessidades de consumidor final. Eu buscava o Cius mesmo antes da parceria, como gestora de TI, por toda característica do produto. Eles podem acessar SAP, CRM, e-mails. Há algum tempo fiz um brainstorm sobre o tipo de device que necessitávamos e o Cius nem havia sido lançado e agora temos um tablet que realmente atende aos requisitos corporativos.”

Do ponto de vista da infraestrutura de tecnologia da instituição nada mudou. O uso do vídeo em HD com os dispositivos não trouxe tráfego adicional para a rede. Elena diz que tinha estrutura suficiente para atender a essa demanda. “O vídeo já estava presente fortemente em nossa rede e não tivemos problemas com isso. O Cius não trouxe nenhum impacto forte para nossa estratégia de TI, mesmo porque, na graduação, já não temos um controle total dos dispositivos que acessam nossa rede sem fio. Nós trouxemos um device maduro, com segurança e com ferramentas que os outros não tinham.”

Todo o piloto está agora numa fase de validação, mas Sara e Elena afirmam que o produto deve ser referendado, assim, provavelmente, nos próximos meses, a Universidade de Wisconsin fará a compra de um lote de dispositivos da Cisco. “Até este momento não compramos nenhum, é um projeto piloto. Mas, com o projeto se saindo bem, já está em nossos planos a compra. Eu não posso recomendar o iPad como professora de gestora de tecnologia porque não tenho controle de tudo, especialmente, no que diz respeito à segurança.”

Embora não tenha sido desenvolvida nenhuma aplicação específica para uso no tablet, a CIO vê novas perspectivas para o futuro do projeto. “Neste início, focamos mais nas ferramentas de colaboração que o aparelho oferecia, softwares para gerir relacionamento com consumidor e nossa ideia futura é usá-lo como desktop virtual para os estudantes, principalmente, nas aulas de administração. Posso liberar o acesso a qualquer hora e lugar e, assim, mobilizamos os estudantes e os forçamos a trabalhar”, explica.

De forma geral, CIO e professora dizem que o produto foi bem aceito pelos alunos dentro do propósito e da situação que a eles foi colocada. A única queixa no início foi a falta de aplicativos, mas, após a liberação de acesso ao Android Market, e com uma estratégia de aplicações mais bem desenhada pela Cisco isso passou. “Isso é parte da transição do pensamento entre o que é uma tecnologia corporativa e outra de usuário final. Você são gerentes de TI. Deixarão seus funcionários terem acesso a todos os aplicativos do Android Market? É uma pergunta que eles terão que fazer ao assumir a função. Hoje o acesso está liberado na universidade, mas como será na empresa?”, questiona a professora ao encerrar o bate papo.

Information Week - http://informationweek.itweb.com.br/
ACESSADO EM 23/07/2011


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